Tive meu primeiro contato com o Yoga em 2019, por meio da mestra Gourah Lilah, que gentilmente me introduziu à filosofia do Yoga e, acima de tudo, me proporcionou, durante um longo período, momentos nos quais conseguia me energizar para viver o dia a dia com mais leveza. No início, praticar Yoga era uma forma de manter a mente equilibrada. Foi um pilar importante, junto ao uso de medicinas indígenas da Amazônia, como o rapé e a ayahuasca, para que eu conseguisse aumentar meu foco no cotidiano e diminuir compulsões.
Enquanto a participação em cerimônias funcionava como um processo de refazer e criar novas sinapses rapidamente, possibilitando saltos de melhoria, a prática do Yoga se apresentou como um caminho contínuo, estável, possível de ser realizado apenas com o próprio corpo, me ajudando a manter a mente calma e a constância.
Nesse primeiro momento, o aprendizado esteve voltado ao contato com a filosofia, ao desenvolvimento da concentração e ao início da prática de asanas. Aprendi a entoar mantras pela manhã com o japamala, prática que me ajuda a ter dias mais organizados e harmônicos (não operou milagres, mas me permitiu viver dias mais organizados).
Aprendi a saudação tradicional ao sol, de 12 movimentos, passei a praticá-la sempre que possível pela manhã ou em momentos em que sentia o corpo tensionado.
Hoje, percebo como a prática, ao longo do tempo, fortaleceu meu corpo e me ajudou a ter mais disciplina no dia a dia, ainda que a caminhada seja composta de altos e baixos.
Nesse primeiro ciclo de interação com o Yoga, minha relação foi voltada à inserção da prática como filosofia de vida. Nele, foram apresentados cinco aspectos iniciais a serem desenvolvidos pelo sadhaka: Yama, Niyama, Asana, Pranayama e Pratyahara.
Em aula, realizamos exercícios para desenvolver um pouco de cada. No entanto, percebi que em diversos momentos, que a carga do cotidiano fazia com que a prática se tornasse necessária, não para evoluir, mas para manter o corpo saudável.
Meu segundo ciclo começou quando entrei em contato com o Instituto União, após quase dois anos sem aulas formais.
Passei a ter aulas de Ayr Yoga com a professora Klara Paragraha, em um período onde o trabalho me exigia muito e, como consequência, eu me sentia recorrentemente estressado e cansado.
Como acontece com muitas pessoas, saí da primeira aula com as pernas bambas, um leve enjoo e o gosto na boca das substâncias em excesso no meu corpo. A partir disso, entendi que precisava passar a praticar asanas com mais intensidade, como uma ferramenta para ajudar meu corpo a se manter saudável, e consequentemente, ajudar a aquietar a mente, liberando espaço para outros assuntos.
No início, me pareceu impossível conciliar o trabalho, o MBA e a Yoga. No entanto, com o tempo, a prática se tornou um ponto de apoio, na qual eu recuperava carregava minhas energias para seguir a semana ou descarregava minhas tensões para finalizar a semana equilibrado. Asanas combinadas com os pranayamas me permitiram ter constância enquanto sādhaka e tornaram possível a passar por situações de estresse com menos desgaste.